sexta-feira, 23 de maio de 2014

RESSONÂNCIA

RESSONÂNCIA    Voz Cantada

Aí está um assunto que particularmente gosto muito de estudar, entender e experimentar!

Ao longo dos anos de estudo, pude perceber que a medida que há uma base teórica junto a prática do canto, um entendimento sobre fisiologia, a exploração na arte de cantar torna-se muito mais prazerosa e rica.

Quando entendemos o funcionamento da nossa voz, as combinações que podemos fazer tornam-se infinitas e imensuráveis... Não dá para explicar, apenas perceber, ouvir...

Relembrando...
Como vimos no último post (Ressonância Parte I - Voz Falada), a ressonância é responsável pela amplificação do som que é produzido na laringe. Entretanto, quando nos referimos à ARTE DO CANTO temos algo a mais para nos aprofundar.

As diferenças entre a Voz Falada e a Cantada são imensas e isso é algo que me motiva a buscar mais conhecimento. Falando sobre ressonância na voz falada, se uma pessoa possue algum desequilíbrio entre os focos (como vimos anteriormente), isso pode não ser bem aceito pela sociedade, o que leva muitas vezes o indivíduo procurar um profissional para ajudá-lo.

Porém, quando nos referimos ao CANTO, estamos falando de arte, de emoções, sentimentos, idéias, expressão, personalidade...  Com a apropriação das técnicas adequadas podemos fazer inúmeras variações no timbre sem que isso seja um problema, aliás, muito pelo contrário,  essas variações são as responsáveis pelo colorido do timbre.

Portanto, se há fatores na voz falada que não são aceitos, na voz cantada eles podem se transformar em técnicas, em arte!

 Focos de RESSONÂNCIA na Voz Cantada

Ainda não há uma nomenclatura universal para os diferentes focos de ressonância no canto, os professores de canto e fonoaudiólogos especialistas nessa área utilizam variados termos para se fazer entender: voz coberta, voz metálica, voz com brilho, voz escura, caixa alta, caixa baixa, enfim.

Recentemente participei de uma aula com a Dra.Silvia Pinho, e uma das coisas que ela mencinou foi exatamente isso, precisamos falar uma mesma linguagem.

Vou utilizar os termos Ressonância Coberta e Ressonância Metálica. Para entendermos melhor, vamos dividir nossa cabeça em dois pilares, um para ressonância coberta /n/ e o outro para ressonância metálica /m/, conforme a figura ao lado.

Se prolongarmos o som do /n/, iremos perceber que ele está focado exatamente onde mostra a figura, na parte superior da máscara e o resultado é um som mais coberto, com mais brilho.

Se prolongarmos o som do /m/, iremos perceber que o foco de ressonância abaixou, e o resultado foi um som mais metálico.

Dica: Alternando os fonemas /n/ e /m/ em uma mesma pronúncia, fica mais perceptível a mudança do foco.

Existem cantores que fazem uma excelente variação entre focos, o que deixa a música bem mais rica em termos de técnica, outros seguem um padrão mais coberto ou mais metálico.

Há cantores ainda que se utilizam de técnicas de ressonância com sons nasais e com sons guturais (drive e/ou grow - técnica utilizada na black music).
Como disse anteriormente, na arte do canto, desde que haja um domínio da técnica, tudo é permitido. O que vale é a criatividade nas variações e o famoso "feeling", para saber onde exatamente colocar a "cerejinha da taça sorvete"!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


RESSONÂNCIA Parte I - Voz Falada

Antes de entrar no tema propriamente dito, gostaria de relembrar que todo o processo do funcionamento da voz, foi dividido em etapas aqui no Blog para facilitar o aprendizado. RESPIRAÇÃO, FONAÇÃO, RESSONÂNCIA E ARTICULAÇÃO, são os sistemas que fazem parte do aparelho fonador e que funcionam interligados!


O que é R E S S O N Â N C I A?


Devido à fraca intensidade do som laríngeo e a falta de semelhança com os sons consonantais e vocálicos da nossa língua (Leia mais: Produção da voz) , torna-se necessária uma modificação e amplificação desse som. Estas modificações do som ocorre por todo o caminho do trato vocal, passando por estruturas que formam obstáculos ou aberturas, até atingir a saída para o ambiente, pela boca e/ou nariz, este processo é denominado ressonância.

As cavidades de ressonância quando ajustadas, funcionam como um auto-falante natural... Há comparação entre ressonância e uma “caixa acústica” da voz, ou seja,  essas estruturas ou cavidades (pulmões, laringe, faringe, boca, nariz e seios paranasais) propiciam a reverberação do som, fazendo com que este seja modificado e/ou amplificado.

A cor da voz depende da disposição das cavidades de ressonância que possuem características anatômicas individuais, em resumo, podemos reconhecer uma pessoa sobretudo devido a características singulares das suas cavidades de ressonância. Esse é um dos fatores que justificam o fato de que a voz pode ser comparada a uma digital, ninguém possui a mesma, pode ser semelhante, mas igual... jamais!

Focos de RESSONÂNCIA na VOZ FALADA


Os focos de ressonância na voz falada são: nasal, oral e laringo-faríngeo. O ideal é que haja um equilíbrio entre os 3 focos, quando a predominância  ou a ausência de qualquer um deles, o resultado pode ser de uma voz inaceitável socialmente.

Exemplos:
Quando uma pessoa está resfriada, outra ao ouvir sua voz diz: "Você está falando pelo nariz!"
Na verdade, o que está acontecendo é exatamente ao contrário. Se a cavidade nasal está obstruída, o som não é capaz de passar por ela, ou seja, o som está sendo amplificado apenas pelas cavidades oral e laringo-faríngea. Então, todos os sons (fonemas) nasais (m, n, nh, ão, em, en) estarão modificados. Ao invés de mamãe, o indivíduo pronunciará babãe, por exemplo.

Uma pessoa que ao falar, passa aos ouvintes a sensação de estar com a voz estrangulada e que o esforço para falar é muito maior que o normal...
É provável que o foco predominante desse indivíduo seja o  laríngo-faríngeo.

Ao contrário, temos aquelas pessoas que literalmente "falam pelo nariz"! É uma característica encontrada também em alguns homossexuais...
Nesse caso o foco predominante é o nasal.
Abaixo segue o link de uma atriz que é conhecida por sua voz anasalada:
Fran Drescher

Quando há um desequilíbrio entre os focos de ressonância, o ideal é procurar um Fonoaudiólogo, que fará uma entrevista e uma avaliação completa para descobrir a causa de tal desequilíbrio e planejará juntamente com o paciente, as medidas a serem tomadas para a melhora do padrão vocal.



             FIQUE DE OLHO

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