terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Harmonia

Harmonia é a relação vertical das notas que são executadas num mesmo momento. A harmonia pode ser ternária (sons formados pelo intervalo de terças, ex. Do/Mi/Sol ou Do/Mi bemol/Sol), quaternária (formada por intervalos de quarta, ex. Fa/Si/Mi ou Fa/Si bemol/Mi), quinária (intervalo de quinta, inversão do de quarta, ex. Si/Fa/Do), intervalo de segunda (ex. Do/Re/Mi) e assim por diante. É irrelevante se estes intervalos são maiores ou menores ou mesmo aumentados.
É básico para o estudo da Harmonia e para a composição, que se tenha em mente a seguinte tabela de intervalos, que são os graus dos tons com relação a uma nota fundamental, neste exemplo (Dó).
Neste exemplo, Re# ou Mi bemol, forma com respeito à Do, um intervalo de terça menor (3m).
A tríade pode assumir 4 formas distintas:
  1. Maior
  2. menor
  3. Diminuta
  4. Alterada
Na harmonia a quatro vozes é habitual suprimir-se a 5a. na tríade extendida. Neste tipo de acorde as notas principais são:
  1. Fundamental - indica a tonalidade
  2. Terça - Qualidade do acorde (maior, menor, etc.)
  3. Sétima - indicação da extensão
  4. A dissonância característica
A diferença entre a Tríade Extendida e a Tríade com Nota Adicionada é que a segunda sempre terá uma:
  1. Fundamental
  2. Terça
  3. Quinta
  4. A adição
  1. Acorde Diminuto:
    Qualquer nota do acorde diminuto pode ser a sensível superior ou inferior do acorde de resolução (seguinte). Na verdade, só são possíveis três acordes diminutos, já que invertidos cada um deles gerariam três novos acordes diminutos diferentes. Ex.:
  2. Acorde de sexta aumentada (sexta Italiana):
    O acorde de sexta Italiana nasce derivado do 6 grau da escala menor, da qual é suprimida a quinta e substituída por uma sexta aumentada.
  3. Acorde de sexta Alemã:
    Derivado do acorde de 6 Italiana, apenas acrescenta-se a 6 aumentada. Em termos de sonoridade este acorde não tem nada de novo pois soa enarmonicamente como uma 7a. de dominante. A peculiaridade deste acorde reside na possibilidade de uma nova resolução de uma sonoridade tradicional. Quando se escreve Fá# ao invés de Gb a sensível deixa de ser a terça.
    Obs.: Todo acorde do tipo de sétima dominante pode se resolver em oito acordes diferentes, sendo que cada uma das notas que formam trítono pode ser uma sensível superior ou inferior de um acorde menor ou maior.
  4. Acorde de sexta Francesa:
    Nasce do acorde de 6 Alemã, substitui-se a 5a. pela 4a. aumentada. Resolve como um acorde diminuto, isto é, pode resolver para 16 novos acordes.

A harmonia quartal se caracteriza por manter a relação intervalar de 4a. entre as notas que compõe um acorde. A harmonia quartal para acordes de três sons pode assumir três formas:
  1. Duas quartas justas sobrepostas
  2. Uma quarta justa e 1 quarta aumentada
  3. Uma quarta aumentada e 1 quarta justa
Pode ser acrescentada tanto uma quarta justa como uma aumentada. Exs.:
Obs.: Por quarta justa se pode fazer um acorde com todas as notas da escala.
Duas quartas justas ou não, mais uma nota qualquer: o acorde mais comum por adição de quarta é o que adiciona uma terça à nota mais aguda. Ex:
A harmonia por quintas pode ser formada por intervalos de quinta justa, quinta diminuta ou quinta aumentada. Observe o exemplo:
Possui a mesma regra da Harmonia Quartal Adicionada. Na verdade os acordes de quinta são inversões dos acordes de quarta.
  1. Diatônico: Formada pelas notas de uma escala diatônica. É mais comum que estas notas sejam formadas pela escala de Dó Maior, chamado de cluster branco porque é tocado nas teclas brancas do piano.
    Escrita:
  2. Cromático: Usa a escala cromática.
    Escrita:
Acordes de empréstimo modal (AEM) são acordes do modo (tonalidade) menor usados no modo maior paralelo e vice-versa. Tonalidade homônima ou parelela é quando temos tonalidades diferentes para a mesma tônica. Por exemplo, a tonalidade paralela de Dó maior é Dó menor. A tabela abaixo representa os tipos de acordes que podem ser utilizados nos graus indicados em substituição ao modo homônimo ou paralelo.
  1. Apresentação do tom inicial (com cadência forte)
  2. Criação de uma região pivot (comum a ambos os tons)
  3. Apresentação de um acorde diferencial, fixando o novo tom.
  4. Cadência no tom de chegada.
  1. Conclusiva:
    Perfeita - V-I
    Plagal - IV-I
  2. Suspensiva:
    Meia-cadência (à dominante) - II-V; I-V; IV-V
    Cad. Imperfeita - V-I3; V7-I3
    Cad. de Engano (interrompida) - V-VI
  1. Resolução das notas atrativas.
  2. A nota de resolução da sensível pode ser a 5a., a 7a., a 9a., etc. do acorde de resolução.
Obs.: Cada acorde de resolução pode possuir uma ou mais alterações. Isto implicará necessariamente numa harmonia cromática.
Obs.: Todos estes procedimentos podem ser aplicados também à resolução da 7a. da dominante na 3a. do acorde de tônica.
Obs.: Ao aplicarmos estes procedimentos em trechos intermediários de frases , e não somente em cadências, será construída uma estrutura constantemente cambiante, em plena mutação de acordes que se movimentarão livremente para diversos pontos.

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